O Ministério da Saúde busca viabilizar uma nova possibilidade de tratamento para o piloto e influenciador Lito Sousa, diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). Segundo o ministro Alexandre Padilha, a pasta encaminhou aos responsáveis por uma pesquisa realizada nos Estados Unidos um pedido para que Lito seja submetido à triagem do estudo experimental.
A pesquisa é conduzida por cientistas vinculados à Universidade Harvard e, conforme informado pelo ministério, é atualmente o único ensaio clínico em atividade localizado pela pasta voltado à DCJ. Lito já teria sido incluído na relação de pessoas que poderão passar pela avaliação inicial.
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A eventual participação, no entanto, ainda não está garantida. O processo depende da disponibilidade prevista no cronograma da pesquisa e também de autorização da Food and Drug Administration (FDA), agência responsável pela regulamentação de medicamentos e estudos clínicos nos Estados Unidos.
“Desde o final de semana, eu e outros membros do ministério estamos em contato com sua família e com pesquisadores internacionais. Apoiamos a busca de centros de pesquisa e estudos sobre a doença, assim como formalizamos a solicitação da inclusão de Lito na fase inicial dos testes do único estudo clínico ativo identificado até o momento, em Harvard”, afirmou Padilha em publicação no X.
Doença tem evolução rápida
A doença de Creutzfeldt-Jakob é uma condição neurológica rara e de evolução acelerada. A enfermidade provoca danos progressivos no cérebro e leva à destruição de células nervosas. Atualmente, não existe tratamento capaz de curar a doença ou interromper sua progressão.
Diante da ausência de uma terapia estabelecida, pesquisadores de diferentes centros investigam alternativas experimentais que possam retardar a evolução da doença ou preservar as funções neurológicas dos pacientes.
Família procura alternativas experimentais
Desde que o diagnóstico de Lito veio a público, a família tem buscado instituições e pesquisas que possam oferecer alguma possibilidade terapêutica. A empresária Mila Seidl, esposa do piloto, revelou nesta terça-feira (25/8) que recebeu retornos de dois centros procurados pela família.
Uma das instituições contatadas foi a IONIS Pharmaceuticals. Segundo Mila, a empresa informou que, no momento, os estudos não estão recebendo novos participantes. A companhia também teria esclarecido que não poderia liberar o medicamento experimental para Lito fora do protocolo da pesquisa.
Outra tentativa foi feita junto ao Broad Institute. Conforme o relato da empresária, houve a possibilidade de uma conversa inicial com a instituição, mas Lito seria destinado ao grupo de controle do estudo. Nesse grupo, os participantes não recebem o medicamento experimental.
A alternativa também representaria uma dificuldade para a família, já que seria necessário permanecer nos Estados Unidos sem a confirmação de que Lito posteriormente teria acesso ao tratamento investigado.
O diagnóstico de DCJ de Lito foi divulgado recentemente por seus familiares. Desde então, Mila tem compartilhado informações sobre a evolução do quadro e a busca por alternativas. De acordo com ela, a doença tem apresentado rápida progressão e o piloto já sofreu perda parcial da visão.















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