Voltei das férias ontem e uma das primeiras coisas que fiz foi correr para me atualizar sobre “Quem Ama Cuida”. E preciso dizer: os primeiros capítulos me surpreenderam bastante.
A novela tem, sim, todo aquele melodrama clássico que é marca registrada do Walcyr Carrasco e isso está longe de ser um defeito. Mas existe algo diferente ali. A sensação que tive é a de uma obra mais sofisticada do que normalmente vemos em trabalhos dele. E digo isso de forma muito positiva.
Talvez a parceria com Claudia Souto e a equipe de roteiristas tenha contribuído bastante nesse sentido. O texto parece mais refinado, mais cuidadoso nos detalhes. A direção da Amora Mautner também imprime uma estética sofisticada, elegante. Em alguns momentos, a novela nem parece uma novela do Walcyr Carrasco — e acho que isso representa justamente um autor vivendo um momento muito interessante da carreira, talvez até um dos seus melhores.
A trama central funciona muito bem e Letícia Colin está absurdamente bem na pele de Adriana. Aliás, ela forma um núcleo fortíssimo ao lado de Tony Ramos e Isabela Garcia na pele de Otoniel e Elisa. Deborah Evelyn também me chamou atenção logo de cara vivendo a ambiciosa Carmita. A personagem parece promissora e tem cara de quem ainda vai crescer bastante ao longo da história.
Depois do fenômeno que foi “Três Graças”, era natural existir uma expectativa enorme sobre a substituta. Mas, pelo menos nesses primeiros capítulos, “Quem Ama Cuida” dá sinais muito fortes de que pode entrar, sim, na disputa por novelão do ano.












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